O início de 2026 reserva um impacto direto no orçamento de milhares de usuários do transporte coletivo urbano. A partir de 1º de janeiro, entra em vigor um novo reajuste nas tarifas de ônibus, elevando os preços para diferentes formas de pagamento e consolidando a capital como a cidade com o transporte público mais caro do Brasil.
O aumento atinge passageiros que utilizam dinheiro, Pix, cartões eletrônicos, vale-transporte e linhas executivas. A administração municipal afirma que o reajuste reflete a elevação dos custos operacionais e investimentos previstos para modernização do sistema.
Tarifas sobem e afetam quem depende do ônibus diariamente
Com o novo valor, a passagem paga em dinheiro, Pix ou QR Code passa a custar R$ 7,70, um aumento de 11,59% em relação à tarifa anterior. O valor reforça a liderança da cidade no ranking nacional de passagens mais caras.
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Quem utiliza o Cartão Cidadão também sentirá o reajuste: a tarifa sobe de R$ 5,75 para R$ 6,20, enquanto o Cidadão Social passa de R$ 3,56 para R$ 3,85. Já o Cartão Estudante terá aumento de R$ 2,88 para R$ 3,10.
Outras modalidades, como Cartão Turista e Vale-Transporte, passam a custar R$ 7,20.
Linhas executivas também ficam mais caras
O reajuste não se limita às linhas convencionais. Os chamados serviços executivos, conhecidos como “amarelinhos”, também terão aumento. Para trajetos longos, a tarifa sobe de R$ 18 para R$ 20, representando uma alta superior a 11%.
Essas linhas são utilizadas principalmente por passageiros que buscam mais conforto ou fazem deslocamentos mais longos dentro da cidade.
Prefeitura explica reajuste acima da inflação
Segundo a administração pública, o aumento médio das tarifas gira em torno de 8%, percentual acima do IPCA acumulado no período, que foi de 4,46%. A justificativa envolve custos com combustível, manutenção da frota, salários e projetos de expansão do sistema.
A prefeitura também afirma que o reajuste é necessário para garantir a continuidade do serviço e melhorias estruturais.
Fim do pagamento em dinheiro dentro dos ônibus
Outra mudança importante começa a valer em 5 de janeiro de 2026. A partir dessa data, não será mais permitido pagar a passagem em dinheiro diretamente nos ônibus. O pagamento em espécie ficará restrito às bilheterias dos terminais de integração.
A medida busca aumentar a segurança e incentivar o uso do Cartão Passe Rápido, que permite integração gratuita entre linhas dentro de um período de três horas.
Florianópolis lidera ranking nacional
Com os novos valores, fica confirmado: Florianópolis segue como a capital com o transporte público mais caro do Brasil. O reajuste reacende o debate sobre mobilidade urbana, acessibilidade e o peso da tarifa no orçamento das famílias que dependem do ônibus todos os dias.
Para os passageiros, o desafio será adaptar a rotina e reorganizar as despesas diante de um dos sistemas de transporte mais caros do país.
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