Uma adolescente de 16 anos está no centro de um caso que chamou a atenção em Feira de Santana, no centro-norte da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, a jovem desviou R$ 5,6 mil da conta bancária do próprio avô para gastar com itens virtuais em um jogo eletrônico. O caso foi registrado no último dia 9, na Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), e levantou um importante alerta sobre os riscos do uso descontrolado da tecnologia por menores de idade.
Segundo informações da delegada Ludmila Vilas Boas, responsável pela 2ª Delegacia de Polícia, a adolescente apresentou sinais que indicam possíveis problemas psicológicos e psiquiátricos. Diante disso, a orientação da polícia foi encaminhá-la para acompanhamento especializado.
— Essa situação deve servir de alerta às famílias. Muitos pais ainda não compreendem o impacto que o mundo digital pode ter sobre os filhos. Jogos interativos, por exemplo, criam uma realidade paralela que, em alguns casos, acaba distorcendo o senso de responsabilidade e limites — explicou a delegada, em entrevista ao portal Acorda Cidade.
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A jovem teria realizado duas transferências bancárias para um rapaz residente em Minas Gerais. O avô, inicialmente, acreditou que havia sido vítima de um golpe cibernético e procurou a delegacia. No entanto, após investigação e análise dos dados, a neta foi confrontada com as provas e acabou confessando o que havia feito.
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Ainda segundo a polícia, a adolescente pertence a uma família de classe média baixa e vinha demonstrando um padrão de comportamento digital que destoava da sua realidade socioeconômica. O uso excessivo da internet, especialmente em jogos com transações financeiras, pode criar uma desconexão perigosa entre o mundo real e o virtual.
O caso reacende discussões sobre a importância da educação digital e do acompanhamento parental no uso de dispositivos conectados. O episódio não será tratado como crime com punição penal, devido à idade da envolvida, mas a recomendação é que a família mantenha vigilância e busque apoio terapêutico para compreender e tratar as causas do comportamento.
A Polícia Civil reforça que situações como essa, embora não sejam isoladas, ainda encontram resistência por parte de responsáveis que subestimam o impacto emocional e financeiro do universo digital sobre os jovens. O episódio serve como exemplo de que o monitoramento e o diálogo em casa continuam sendo as ferramentas mais eficazes de prevenção.
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