Uma adolescente de 16 anos foi agredida por um colega de 17 anos após rejeitar as investidas amorosas do rapaz, em Feira de Santana, na Bahia. O caso aconteceu na terça-feira (28), nas proximidades do Colégio Estadual do Campo Padre Henrique Alves Borges, localizado no distrito de Humildes, onde os dois estudam.
Segundo familiares da adolescente, a jovem deixava a unidade de ensino quando foi abordada pelo colega. Conforme o relato, o rapaz teria desferido tapas e socos contra ela.
A família afirma que a agressão teria ocorrido depois que a adolescente recusou as tentativas de aproximação do estudante.
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Adolescente teria recebido mensagens do colega
De acordo com os familiares, o adolescente teria enviado mensagens para a jovem com um pedido de namoro.
A adolescente, no entanto, não teria correspondido ao interesse. Ainda segundo a família, ela mostrou as mensagens recebidas para a namorada do rapaz.
Pouco tempo depois, segundo o relato dos familiares, ocorreu a agressão na saída da escola.
A identidade dos dois adolescentes não foi divulgada em razão das regras de proteção aplicáveis a menores de idade.
Jovem recebeu atendimento médico após agressão
Depois de ser atacada, a adolescente foi encaminhada para receber atendimento médico. Ela permaneceu sob cuidados de saúde e recebeu alta algumas horas depois.
O caso foi levado à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), onde foi registrado como lesão corporal dolosa e ameaça.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência.
Estudantes fazem protesto após caso de agressão
A agressão provocou revolta entre estudantes da unidade de ensino. Na quinta-feira (30), alunos realizaram um protesto para cobrar providências diante do episódio.
Familiares da adolescente também questionaram a atuação da escola. Segundo eles, funcionários teriam presenciado a situação, mas não teriam interferido para impedir a agressão.
A acusação de possível omissão é uma das questões que devem ser esclarecidas durante a apuração do caso.
Secretaria da Educação anuncia medidas de apoio à estudante
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) informou que adotou medidas para garantir acolhimento e acompanhamento psicológico à adolescente.
Após uma reunião entre familiares e a direção da escola, ficou definido que a estudante poderá continuar as atividades escolares em casa pelo período necessário para sua recuperação.
A secretaria também informou que o estudante apontado como autor da agressão foi afastado da unidade. Segundo a SEC, ele já havia sido afastado anteriormente por registros relacionados a comportamento agressivo e inadequado.
Psicólogos e assistentes sociais são enviados à escola
A Secretaria da Educação informou ainda que profissionais do Núcleo Territorial da Educação 19 (NTE 19), com sede em Feira de Santana, foram encaminhados para a unidade.
Psicólogos e assistentes sociais devem atuar no acolhimento dos estudantes, na escuta dos envolvidos e na mediação de conflitos.
A medida tem como objetivo contribuir para a segurança e o bem-estar da comunidade escolar e evitar novos episódios de violência.
Polícia Civil investiga o caso em Feira de Santana
A Polícia Civil continua responsável pela investigação. Como os envolvidos são adolescentes, o caso segue sob os procedimentos específicos previstos para ocorrências envolvendo menores de idade.
As autoridades deverão apurar as circunstâncias da agressão, os relatos apresentados pela família e demais informações que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Confira a íntegra da nota da Secretaria da Educação da Bahia
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia informou que adotou providências para acolher a estudante e oferecer o suporte psicológico necessário após o episódio.
Segundo a pasta, a agressão ocorreu fora das dependências da escola e teria sido praticada por um estudante que já estava afastado por registros anteriores de comportamento considerado agressivo e inadequado.
A SEC também informou que a família registrou a ocorrência policial e que a direção da unidade está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
O NTE 19 encaminhou profissionais das áreas de psicologia e assistência social para realizar ações de acolhimento, escuta e mediação de conflitos na escola.
A Secretaria afirmou ainda que mantém o compromisso com a promoção de uma cultura de paz e com a construção de um ambiente seguro e adequado para o processo de aprendizagem.
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