Michelle quase foi presa ao tentar tomar celular de agente durante operação da PF contra Bolsonaro

A operação da Polícia Federal que, no mês passado, cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, também foi marcada por um episódio envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Na ocasião, Bolsonaro foi obrigado a colocar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo testemunhas, Michelle reagiu de forma exaltada quando os agentes recolhiam pertences, chegando a tentar retirar o celular das mãos de um policial.
A atitude, considerada um ato de obstrução, quase resultou em prisão em flagrante.

Clima tenso e gravações

Toda a ação foi registrada em vídeo pela PF. De acordo com relatos, os bastidores quase vieram a público após Jair e Eduardo Bolsonaro sugerirem que um pen drive encontrado no banheiro teria sido plantado por um agente.

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Durante a abordagem, Michelle também questionou os procedimentos adotados e manteve um tom de confronto, o que acentuou o clima de tensão. Apesar disso, ela não foi detida e permaneceu no local acompanhando o marido até o fim da operação.

Defesas e críticas

Ainda no mesmo dia, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a forma como a ação foi conduzida, alegando que houve constrangimento desnecessário.

“Se era apenas para colocá-lo sob monitoramento eletrônico, por que entrar na casa fortemente armados? E por que criar uma situação constrangedora com uma mulher de pijama?”, questionou.

Damares também elogiou a postura da ex-primeira-dama:

“Encontraram lá uma mãe que, como leoa, defendeu sua filha, e como esposa, protegeu seu lar. Nasceu uma grande líder.”

Contexto político

O episódio se soma a um cenário de crescente tensão entre a família Bolsonaro e a Justiça, com investigações que envolvem não só o ex-presidente, mas também seus aliados mais próximos. A reação de Michelle, interpretada por alguns como um “chilique” e por outros como um gesto de coragem, reforça o tom de embate que o grupo mantém diante das ações judiciais.

 

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