Anvisa manda recolher analgésico popular após suspeita de falha na composição

Pacientes Ganham Nova Ferramenta da Anvisa para Consulta de Medicamentos Similares Pacientes Ganham Nova Ferramenta da Anvisa para Consulta de Medicamentos Similares

Uma decisão recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em atenção consumidores e profissionais de saúde em todo o país. O órgão determinou o recolhimento de um medicamento amplamente utilizado no tratamento da dor após identificar inconsistências técnicas em sua composição.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União e envolve um produto bastante conhecido no mercado farmacêutico, o que ampliou o impacto da decisão e levantou dúvidas entre pacientes que fazem uso contínuo do medicamento.

Qual medicamento está sendo recolhido

O foco do recolhimento é o Paracetamol associado ao Fosfato de Codeína, fabricado pela Geolab Indústria Farmacêutica S/A. Segundo a Anvisa, os problemas foram identificados em lotes produzidos a partir de 28 de janeiro de 2025, período em que começaram a surgir as inconformidades.

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Embora as falhas tenham sido classificadas como sutis, o caso ganha relevância por envolver a codeína, substância pertencente à classe dos opioides e que exige controle rigoroso de dosagem e qualidade.

Por que a variação na codeína preocupa

As análises técnicas apontaram oscilações que variam entre 1,9% e 2,66% na dosagem de codeína. À primeira vista, os números podem parecer pequenos, mas qualquer variação em medicamentos com substâncias controladas pode alterar a resposta clínica do paciente.

Em tratamentos prolongados ou em pacientes mais sensíveis, desvios de dosagem podem comprometer a eficácia do tratamento ou aumentar riscos, o que explica a atuação preventiva da agência reguladora.

Apresentações e lotes afetados pelo recolhimento

O recolhimento abrange apresentações de uso comum e hospitalar, com concentrações de 7,5 mg e 30 mg de codeína, desde que fabricadas a partir de 28 de janeiro de 2025.

Entre os produtos afetados estão embalagens com diferentes quantidades, incluindo versões hospitalares. A recomendação é que consumidores e serviços de saúde confiram atentamente o número do lote nas embalagens.

O que pacientes devem fazer

Pacientes que utilizam o medicamento não devem tomar decisões por conta própria. A orientação é verificar a embalagem, identificar o lote e procurar um médico ou farmacêutico para avaliar a melhor conduta.

A Anvisa também recomenda acompanhar os comunicados oficiais para obter informações atualizadas sobre substituições, devoluções e orientações específicas.

Impacto para farmácias e serviços de saúde

A Geolab iniciou o recolhimento de forma voluntária após detectar as irregularidades. Paralelamente, a Anvisa determinou a retirada de outros produtos no mercado, incluindo suplementos alimentares, por falhas de registro ou composição.

Profissionais da saúde devem revisar estoques, isolar os lotes impactados e providenciar a substituição para evitar qualquer risco de desvio de dose no atendimento aos pacientes.

Controle de qualidade e segurança do paciente

O caso reforça a importância do controle rigoroso de qualidade, especialmente em medicamentos que combinam analgésicos comuns com opioides. A atuação conjunta da indústria e da Anvisa busca reduzir riscos, orientar respostas rápidas e preservar a segurança do paciente.

Ao mesmo tempo, a medida contribui para manter a confiança no sistema de vigilância sanitária e no mercado farmacêutico brasileiro, ao demonstrar que inconsistências, mesmo pequenas, são tratadas com seriedade.

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