A delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira foi afastada de suas funções na Polícia Civil de Minas Gerais. Ela é esposa de Renê Nogueira Júnior, empresário que confessou ter assassinado o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte. A investigadora entrou em licença médica no último dia 13, mas a decisão oficial só foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado (23).
Arma utilizada no crime pertencia à delegada
A pistola usada por Renê no homicídio pertence à delegada, que agora é investigada pela Subcorregedoria da Polícia Civil por possível negligência na guarda do armamento. Após o crime, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal, medida que visa garantir que os valores não sejam ocultados antes de uma eventual indenização à família de Laudemir.
Segundo o promotor Guilherme de Sá Meneghin, Renê foi reconhecido por testemunhas como autor dos disparos e utilizou a arma da esposa, o que, na avaliação do MP, configura responsabilidade solidária entre os dois. O empresário está preso preventivamente desde 11 de agosto, após ser localizado em uma academia poucas horas depois do crime. Ele confessou o homicídio em depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no dia 18, um dia após seus advogados comunicarem o abandono da defesa.
Participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp: 👉 Quero Participar 🔔
Motivo e dinâmica do crime
Renê afirmou que atirou contra Laudemir após uma discussão com a equipe de limpeza urbana, motivada pelo bloqueio parcial da via por um caminhão de lixo. Ele declarou ter utilizado a arma da esposa pela primeira vez, alegando que Ana Paula não sabia que o armamento havia sido retirado.
Testemunhas relataram que o empresário exigia passagem na rua onde o caminhão estava parado. Apesar de haver espaço suficiente, Renê insistiu e, quando os garis tentaram intervir, sacou a pistola e disparou contra Laudemir. A vítima foi socorrida pela Polícia Militar e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso segue sob investigação, e as autoridades avaliam tanto a responsabilidade de Renê quanto a possível omissão da delegada na guarda da arma.
Compartilhe