Suspeito de Matar Universitária Trans Estava Envolvido em Triângulo Amoroso com Policial

O desaparecimento da estudante universitária Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, completa mais de um mês e vem sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo como um caso de feminicídio com possível motivação passional e premeditada. Dois homens estão com prisão temporária decretada: o namorado de Carmen, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar da reserva Roberto Carlos de Oliveira, com quem Yuri também mantinha um relacionamento.

As prisões foram realizadas no dia 10 de julho. De acordo com os investigadores, Roberto Carlos financiava os gastos de Yuri, e os dois estariam envolvidos em uma relação afetiva paralela. A polícia trabalha com a hipótese de que o desaparecimento de Carmen esteja relacionado a um conflito emocional e financeiro entre os envolvidos, que teria culminado em um crime para preservar segredos.

Carmen foi vista pela última vez na casa do namorado, em um assentamento rural. Câmeras de segurança registraram sua entrada no local, mas não há imagens que mostrem sua saída. Desde então, o corpo da jovem não foi encontrado. Equipes do Corpo de Bombeiros seguem com buscas intensas nas proximidades do Rio São José dos Dourados, região próxima à residência de Yuri.

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As investigações indicam que Carmen pressionava o namorado a assumir o relacionamento publicamente. A relação era mantida apenas no âmbito familiar, e, segundo a polícia, isso incomodava o companheiro. Além disso, Carmen teria descoberto que Yuri estava envolvido em furtos e chegou a reunir provas em um dossiê digital, que foi apagado posteriormente. Para os investigadores, essa revelação pode ter sido determinante para o desfecho do caso.

A família de Carmen, abalada, descreve a jovem como uma pessoa doce, estudiosa e sensível. Em uma publicação feita nas redes sociais, o irmão, Lucas de Oliveira Alves, ressaltou o talento e a dedicação da irmã. “Carmen sempre foi apaixonada por fotografia, dança e usava a arte como forma de se expressar. Era uma mulher alegre, cheia de sonhos, e querida por todos à sua volta”, declarou.

Apesar das evidências reunidas pela investigação, os dois suspeitos negam envolvimento no crime. A defesa do policial Roberto Carlos afirmou que irá apresentar provas de sua inocência nos próximos dias.

O caso segue em andamento e mobiliza a comunidade acadêmica, movimentos sociais e entidades de direitos humanos. Mais do que uma investigação criminal, o desaparecimento de Carmen escancara o quanto relações marcadas por preconceito, sigilo e violência de gênero ainda colocam vidas LGBTQIA+ em risco no Brasil.

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