Mãe e Filha São Resgatadas de Cárcere Privado Após Vizinho Encontrar Bilhete com Pedido de Socorro

Mãe e filha são resgatadas após jogarem bilhetes com pedido de socorro pela sacada em Pinhais (PR)

Uma ação rápida da Polícia Militar resultou no resgate de uma mãe e sua filha mantidas em cárcere privado por dois dias, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime, que poderia ter terminado de forma ainda mais trágica, foi interrompido graças à coragem das vítimas, que, mesmo sob ameaça, conseguiram escrever bilhetes pedindo socorro e jogá-los pela sacada do apartamento onde estavam presas.

Um dos papéis foi encontrado por um vizinho na manhã de sábado (12), na entrada do prédio. Atento ao conteúdo do bilhete, o morador comunicou imediatamente a síndica, que acionou a Polícia Militar. Em pouco tempo, uma equipe foi enviada ao local. Ao chegarem, os agentes encontraram as vítimas amarradas com abraçadeiras plásticas. Elas relataram que o agressor havia fugido pulando para o apartamento ao lado. Com a ajuda de um outro morador — que também é policial militar —, a PM entrou no imóvel vizinho e prendeu Glauber Gandra Severino em flagrante.

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A polícia apreendeu uma mochila com materiais que reforçam as acusações: abraçadeiras, fitas adesivas, ferramentas, dinheiro em espécie (R$ 2.700) e o celular de uma das vítimas. Segundo o delegado Gustavo de Pinho, o suspeito teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia. A motivação do crime foi financeira.

Glauber, que já havia morado no mesmo prédio e mantinha contato com a família por meio de uma ex-namorada, prima das vítimas, teria aproveitado a confiança e o acesso ao edifício. Segundo o inquérito, ele entrou no apartamento na quinta-feira (10), quando uma das mulheres saiu para ir à farmácia. Desde então, manteve mãe e filha rendidas e confinadas em um dos quartos.

O delegado explicou que, durante a madrugada de sexta para sábado, enquanto o suspeito dormia, as vítimas conseguiram escrever quatro bilhetes. Em um deles, o apelo era direto: “Por favor, nos ajude! Estamos em cárcere privado, eu e a minha mãe. Ajude-nos, pois não posso usar o celular! Avise a síndica! Que a polícia venha e entre pela sacada, sem alarde!”.

Ainda segundo a investigação, Glauber obrigou as vítimas a fornecer cartões bancários e senhas, além de preencherem dois cheques — um de R$ 8 mil e outro de R$ 50 mil — que não foram localizados pela polícia. As autoridades seguem apurando o valor total que pode ter sido sacado durante o período em que ele manteve as mulheres reféns.

O caso levanta um alerta importante sobre segurança e relacionamentos de confiança. Mesmo pessoas próximas, com histórico de convivência, podem representar riscos quando enfrentam crises e recorrem à violência como forma de resolver problemas. Graças à rapidez na comunicação entre vizinhos e ao trabalho da PM, o desfecho foi positivo, com a integridade física das vítimas preservada e o suspeito detido.

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